‘Ele a matou pelo fato de ela ser mulher’, diz mãe de vítima de feminicídio

Autor: Jose Domingos

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Mais de seis meses após perder a filha, morta com um tiro na cabeça na Grande São Paulo, uma dona de casa só pensa em uma coisa nesta quinta-feira (8), quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher. “Eu quero justiça”, afirma ao G1 Marlene Maria dos Santos, mãe de Laniele Santos Duques da Silva, encontrada morta em 23 de agosto de 2017 em Mauá, no quarto da casa onde morava com o marido e a filha pequena.

Para a mulher de 46 anos, justiça será condenar Marcelo da Silva Azevedo, seu genro, pelo assassinato de Laniele. Apesar de negar o crime, o calceteiro (que trabalha na pavimentação de calçadas) de 26 anos é acusado de feminicídio contra a balconista de 20.

Ele responde ao processo preso preventivamente. No próximo dia 27, ocorrerá a audiência de instrução do caso no Fórum de Mauá. Essa etapa serve para a Justiça decidir se ele irá ou não a júri popular pelo crime.

“Ele matou ela pelo fato de ela ser uma mulher”, reforça Marlene, sobre o feminicídio, que é uma qualificadora do homicídio doloso, no qual há a intenção de se matar.

O feminicídio foi sancionado em 2015 por uma lei federal, que transformou em hediondo o assassinato de mulher motivado justamente por sua condição de gênero, no caso o feminino.

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