Globo ‘apanha’ de todo mundo e continua linda, leve e líder

Autor: Luis Silva

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Falta emoção na briga por audiência na televisão brasileira. A Globo se isola cada vez mais na liderança do ranking.

Enquanto isso, SBT e RecordTV produzem muito ‘mimimi’ na disputa décimo a décimo pelo segundo lugar no Ibope.

Somadas, as médias diárias do canal de Silvio Santos e da emissora do bispo Edir Macedo não alcançam o resultado da toda poderosa Globo.

Quem frequenta as redes sociais sabe que a líder concentra o ódio de milhões de internautas-telespectadores.

Termos agressivos como ‘Globo golpista’ e ‘Globosta’ são corriqueiros em posts e comentários, assim como o bordão ‘O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo’.

Já foram lançados vários movimentos de boicote à principal empresa da família Marinho. Nada surtiu efeito. O poder de influência ‘global’ continua intocado.

Os dois propulsores de um canal de TV comercial – a teledramaturgia e o telejornalismo – são dominados pela Globo no Brasil.

O jornalismo da RecordTV produz bons momentos, mas parece estagnado. Já o do SBT, por conta do desprezo do patrão pelas notícias (ele reclama que não geram faturamento), parece realizar telejornais apenas por obrigação.

A Globo investe pesado no conteúdo noticioso. A imputação de ser tendenciosa e partidária não a impediu de atrair mais público para suas produções jornalísticas nos últimos anos.

O ‘Jornal Nacional’, por exemplo, chega a ser sintonizado ao mesmo tempo por mais da metade dos aparelhos de TV ligados no País.

Em determinados dias, os principais telejornais concorrentes registram público até cinco vezes menor que o do telejornal comandado por William Bonner e Renata Vasconcellos.

Na teledramaturgia, a soberania da Globo é ainda maior. A atual novela das 21h, ‘O Outro Lado do Paraíso’, tem ficado acima dos 40 pontos todas as noites.

No SBT e na RecordTV, as produções de ficção do momento registram resultado em torno de 10 pontos de média, sem repercussão relevante na mídia, nas redes sociais e no boca a boca nas ruas.

O comportamento do mercado publicitário – que investe 70% de sua verba bilionária em TV – também corrobora a superioridade da emissora carioca.

A maior parte do dinheiro dos maiores anunciantes do País vai para os intervalos e as ações de merchandising na Globo. O que sobra é dividido entre os demais canais.

Sem concorrente que a ameace, a TV que diz atingir “100 milhões de uns” é protagonista em uma nação ainda muito apaixonada pela televisão.

O avanço dos canais pagos e serviços de streaming (como a Netflix) e a perda do hábito de ver TV todo dia são uma ameaça ao império dos Marinhos.

Frequentemente, o bispo Edir Macedo e Silvio Santos disparam críticas e ironias contra a possante ‘inimiga’.

Políticos de diferentes ideologias e formadores de opinião (alguns deles, ex-globais) também abrem artilharia pesada.

Mas, por enquanto, a Globo, que completará 53 anos no próximo dia 26, é uma jovem senhora empoderada que não se sente ameaçada pelos rivais.

Fonte: Terra

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