BUSQUE NO REALIDADE EM FOCO
Postado em: 03/09/2015

Interpi participa de reunião em Lagoa Alegre com pequenos agricultores

interpi 1

O diretor-geral do Interpi participou de reunião no município de Lagoa Alegre com pequenos agricultores que precisam de regularização fundiária. ( Foto: Ascom Interpi)O secretário explicou que anualmente o governador destinará um percentual das terras arrecadadas para assentamento exclusivo de agricultores familiares, enfatizando que o Governo do Estado assinará convênio com o Banco Mundial visando entregar – sem custos para os beneficiários – os títulos de domínio da terra já devidamente registrados em cartório.

Ele acrescentou que as representações de classe dos pequenos e grandes produtores poderão designar observadores para acompanhar os trabalhos de regularização fundiária nos 224 municípios do Piauí.

José Osmar afirmou que o projeto de lei inova ao criar as comissões administrativas de regularização fundiária. Essas comissões serão formados por três profissionais: um bacharel em direito e dois das áreas técnicas. Segundo ele, as comissões, que vão atuar em todos municípios, terão o poder de propor aos condôminos de cada uma das datas que forem discriminadas uma solução amigável para eventuais conflitos existentes.

interpi 1

Segundo José Osmar, o Interpi e o Poder Judiciário, no caso a Vara Agrária, avaliam que, com esta forma de conduzir o trabalho, serão resolvidos 90% dos casos de conflitos agrários. “Se isso ocorrer, estaremos muito satisfeitos, a lei terá atingido seu objetivo. Os 10% restantes deverão ser resolvidos pelo Judiciário. Da parte do Interpi, posso garantir que só iremos para a Justiça em último caso; vamos fazer de tudo para resolver as querelas administrativamente”, completa o secretário.

Ele revelou que a lei traz inovações também em relação aos processos demarcatórios em si, dando-lhes bastante agilidade. Para tanto, serão contratadas várias empresas especializadas na demarcação de terras, as quais farão o georreferenciamento de todo o estado. “Já temos o montante de terras do Estado, que dá pouco mais de 24 milhões de hectares. O trabalho consumirá uma soma considerável de recursos financeiros, mas o resultado redundará no saneamento financeiro do Estado. Esta é a expectativa que o governador e nós do Interpi temos”, explicou.
interpi
José Osmar frisou que um dos objetivos fundamentais do projeto de lei é dar celeridade ao processo de regularização fundiária. “Hoje é muito demorado, porque atualmente só existem duas formas de se fazer a arrecadação das terras: a arrecadação sumária, que o Interpi fazia unilateralmente, e que sempre dava margem a questionamentos judiciais, e a arrecadação judicial, cujos processos se eternizam sem solução, dadas as dificuldades normais do nosso Judiciário. Com a nova lei, extinguem-se as arrecadações sumárias e instituem-se as comissões de arrecadação, com mecanismos e poderes para solucionar administrativamente os conflitos, deixando para a esfera judicial o menor número de casos possível”, declarou.

O projeto de lei parece de fato ser inovador, uma vez que o governo de Santa Cataria já solicitou ao Instituto uma cópia, visando subsidiar a elaboração de um projeto próprio para aquele Estado. “Diante do interesse de um outro Estado em nosso projeto, fico com a esperança de que essa lei seja mesmo boa com a imaginamos e que possa servir de modelo para o Brasil. Dentro dos próximos quatro anos queremos resolver ao menos noventa por cento dos problemas fundiários do Piauí, para que possamos finalmente tirar da pauta de discussão do Estado o tema ‘regularização fundiária’ e passemos a discutir outros assuntos relacionados ao campo, como a produtividade, a melhoria genética, a indústria de transformação”, finalizou José Osmar.

 

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *