Pai de Fernanda Lages implora aos eleitores para que não votem em Marcelo Castro

Autor: Luis Silva

Publicada em


O pai da estudante de Direito, Fernanda Lages, encontrada morta em 2011 na obra do prédio do Ministério Público Federal na avenida João XXIII, zona Leste de Teresina, gravou e divulgou um vídeo que está sendo compartilhado nas  redes sociais onde ele acusa o deputado federal e candidato a senador, Marcelo Castro (MDB), de interferir nas investigações sobre a morte da filha.

“A gente sabe que houve muita interferência política dentro da investigação, e você vê a política hoje, no caso do candidato a senador Marcelo Castro, será que nós barrenses vamos ajudar um senador que tanto obstruiu no âmbito nacional, principalmente com relação à Polícia Federal para que não fosse elucidado?!”, pergunta.

Paulo Lages conclama ainda a população da cidade de Barras, cidade de Fernanda Lages, a não votar em Marcelo Castro.

Confira uma retrospectiva sobre o caso:

Ainda no início da manhã do dia 25 de agosto de 2011, a estudante do curso de Direito Fernandes Lages foi encontrada por operários na obra do prédio da sede do Ministério Público Federal, localizado na Avenida João XXIII, bairro Noivos, zona Leste de Teresina. O corpo da estudante possuía vários ferimentos.

Fernanda Lages (Fotos: reprodução internet)

O 5º Distrito Policial foi acionado e deu início às investigações. A Perícia Criminal encontrou pedaços de paus e uma barra de ferro, além de restos da construção que alimentaram a tese de homicídio. De início, a hipótese de que Fernanda Lages havia sido morta por crime passional pelo ex-namorado foi descartada.

Alegando falta de estrutura, o delegado Mamede Rodrigues, até então titular do 5º DP, transferiu o caso para a antiga CICO (atual GRECO). Ao todo cinco delegados especializados em Crime Organizado passaram a investigar sobre a morte da estudante. Funcionários da obra, além de pessoas próximas a Fernanda Lages foram ouvidos.

Fernanda Lages (Foto: reprodução internet)

Quase um mês depois da morte de Fernanda, o médico legista Antônio Nunes, do Instituto Médico Legal (IML) de Teresina, revelou detalhes sobre o laudo cadavérico da estudante, afastando quase que totalmente a possibilidade de Fernanda ter cometido suicídio. O legista afirmou que a morte da estudante foi causada por traumatismo craniano e que ela recebeu pancadas em sequência que provocaram várias lesões espalhadas pelo corpo.

A policia civil, entretanto, concluiu que Fernanda teve ‘morte violenta’, enquanto a polícia federal encerrou o seu inquérito admitindo que Fernanda ou teria se jogado do alto do prédio ou caiu acidentalmente.

O ministério Público, através dos promotores de Justiça Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha não aceitaram os resultados das investigações e admitiram que Fernanda Lages foi assassinada.

Um sobrinho de Marcelo Castro, Jivago Castro, passou a ser citado nas redes sociais como provável envolvido no caso, mas a polícia não o indiciou e admitiu que Jivago não tinha envolvimento com a morte da estudante.

Pais de Fernanda Lages

A demora na elucidação do caso juntamente com a suspeita de que a estudante na verdade teria se jogado da mureta da obra só aumentaram a indignação de amigos e familiares que realizaram protestos na cidade para pressionar a celeridade das diligências. Com isso, o Ministério Público entrou no caso e passou a apurar a morte de Fernanda.

Promotores Ubiraci Rocha e Eliardo Cabral (Foto: reprodução internet)

Para contribuir com as diligências, a polícia e o Ministério Público fizeram uma reprodução simulada do caso Fernanda Lages. Embasados em depoimentos, reproduziram os passos da estudante entre o Bar Pernambuco e a obra do Ministério Público Federal (MPF). A preparação para o procedimento começou às 03h da manhã e se estendeu por quatro horas.

Seis amigos que estiveram com Fernanda na madrugada de 25 de agosto participaram da simulação. Uma policial com o mesmo tipo físico e trajando roupa e calçados semelhantes aos usados por Fernanda no dia do crime interpretou a estudante.

A pedido da Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico), quatro pessoas tiveram prisão temporária suspeitas de envolvimento com a morte da estudante, mas uma semana depois foram soltas. Dentre elas, funcionários das obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público Federal (MPF).

Dois meses depois, por solicitação do governador Wilson Martins, a Polícia Federal entrou no caso da morte de Fernanda Lages. Uma das primeiras ações da PF foi a exumação do corpo de Fernanda que chegou a ser levado para análise em São Paulo e Brasília.

Promotores Ubiraci Rocha e Eliardo Cabral (Foto: reprodução internet)

Para contribuir com as diligências, a polícia e o Ministério Público fizeram uma reprodução simulada do caso Fernanda Lages. Embasados em depoimentos, reproduziram os passos da estudante entre o Bar Pernambuco e a obra do Ministério Público Federal (MPF). A preparação para o procedimento começou às 03h da manhã e se estendeu por quatro horas.

Seis amigos que estiveram com Fernanda na madrugada de 25 de agosto participaram da simulação. Uma policial com o mesmo tipo físico e trajando roupa e calçados semelhantes aos usados por Fernanda no dia do crime interpretou a estudante.

A pedido da Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico), quatro pessoas tiveram prisão temporária suspeitas de envolvimento com a morte da estudante, mas uma semana depois foram soltas. Dentre elas, funcionários das obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público Federal (MPF).

Dois meses depois, por solicitação do governador Wilson Martins, a Polícia Federal entrou no caso da morte de Fernanda Lages. Uma das primeiras ações da PF foi a exumação do corpo de Fernanda que chegou a ser levado para análise em São Paulo e Brasília.

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