Polícia civil investiga suposto caso de estupro coletivo no PI

Autor: Luis Silva

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Um suposto caso bárbaro de abuso e violência sexual está sendo investigado pela polícia civil de Picos. Três adolescentes são suspeitos de estuprarem um menino de apenas oito anos. O possível caso de estupro coletivo teria ocorrido no bairro Morada do Sol, na última sexta-feira (01).

Segundo o Comandante do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), Tenente-coronel, Edwaldo Viana, a PM tomou conhecimento do caso e encaminhou para o Conselho Tutelar.

“Pedimos para que [os conselheiros] nos acompanhassem até a casa da vítima que relatou o fato com detalhes para dois membros do Conselho Tutelar na companhia da polícia militar. Logo em seguida fomos a captura dos acusados, onde um fugiu na madrugada [de ontem dia 05] e o outro foi conduzido a Central de Flagrantes e ao Conselho Tutelar para prestar esclarecimento”, relatou Edwaldo Viana.

Ele ainda informou que o suspeito detido tem 17 anos e é de alta periculosidade. “Já foi detido pela polícia várias vezes. Especialista em assalto a mão armada”, completou o Comandante do 4º BPM.

O presidente do Conselho Tutelar, Raimundo Nonato de Oliveira, disse que esse menor foi liberado depois de prestar esclarecimento na Central de Flagrantes. Na delegacia o suspeito negou veementemente a participação nos supostos abusos. Ele também se colocou a disposição da investigação.

“Ele não foi para o Complexo [de Defesa do Menor] por não ter sido pego em flagrante e por se tratar de uma questão que necessita toda uma investigação. Essa criança já passou pelo exame de conjunção carnal e agora está nas mãos do perito criminal que vai dá um laudo informando se houve alguma lesão. Mediante alguma lesão o perito envia para o delegado que vai apurar e tomar todas as medidas cabíveis para saber se esses menores fizeram ou não o estupro dessa criança de oito anos”, explicou.

De acordo o Conselheiro, a vítima contou em depoimento que sofreu a violência sexual por mais de uma vez. Os supostos estupros aconteciam em uma casa abandonada, próximo ao colégio, quando a criança ia ou voltava desacompanhada da escola. “A criança também relatou que era ameaçada caso falasse alguma coisa”, acrescentou.

Raimundo Nonato Oliveira falou que o laudo que atestará ou não o caso de estupro coletivo deverá sair em até uma semana. “Como foi em caráter de urgência, por se tratar de uma denúncia muito pesada dentro da esfera criança e adolescente que é o estupro, o prazo que o perito tinha dado era de 15 dias, mas o delegado pediu mais rapidez e creio dentro de uma semana ou cinco dias ele já vai dar esse laudo”, concluiu o presidente do CTM.

FONTE: Portal o Povo





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