Promotora defende a permanência do capitão Luz no comando da segurança em União

Autor: Luis Silva

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A promotora de Justiça da Comarca de União-PI, Gianny Viera de Carvalho elogiou o trabalho do capitão da Polícia Militar, Miguel Luz, e defendeu a permanência dele em União-PI. A declaração foi feita durante a manifestação dos moradores, que também se posicionaram contra a transferência do militar. O ato aconteceu nesta quarta-feira (2 de agosto de 2017), na Praça Gervásio Costa, e reuniu centenas de populares, além de autoridades.

O pedido de afastamento do capitão Luz, do município de União-PI foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí, depois que o militar efetuou a prisão do advogado Gleyson Viana de Carvalho no mês de março deste ano. O caso foi levado a OAB-PI, com denuncias de que a houve conduta abusiva por parte dos militares.

Desta forma, o presidente da Ordem dos Advogados do Piauí, Chico Lucas, protocolou duas representações disciplinares na Corregedoria da Polícia Militar. “Quando a OAB faz pedido de afastamento de algum militar, eu não realizo o afastamento de forma imediata. Há antes uma investigação, junto à corregedoria, para comprovar a veracidade da denuncia”, afirmou o comandante-geral da Polícia Militar do Piauí coronel Carlos Augusto.

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Manifestação realizada na cidade de União-PI

“Estamos atentos e não permitiremos excessos nem abuso de autoridades por parte de qualquer policial, seja civil ou militar. O Ministério Público também está atento, todos os dias na cidade de União. Mas, por outro lado, também não podemos deixar de reconhecer que o capitão Luz tem feito um ótimo trabalho de segurança no município. Um trabalho difícil. É uma profissão altamente estressante”, defendeu a promotora Gianny Vieira.

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População de União-PI durante manifestação em defesa do capitão Luz

O coronel Carlos Augusto também defendeu o trabalho do militar, afirmando que os índices de violência diminuíram depois que ele assumiu o comando da segurança na cidade. “Ele faz um bom trabalho. O índice de criminalidade diminuiu. A cidade estava com um clima muito tenso, por conta da violência”, contou o coronel.

“Capitão Luz devolve à população o direito de se sentar à porta de casa”

Sobre o índice de violência, a promotora em seu discurso lembrou da insegurança vivida pelos moradores, e assim, defendeu a permanência do capitão na cidade. “União era uma cidade que estava jogada totalmente à violência. As pessoas não podiam sequer manter o costume cultural da cidade, que era se sentar na porta de suas casas, e hoje já podem. Hoje já temos essa tranquilidade novamente, porque as pessoas querem paz, tranquilidade”, informou.

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Caso em Avelino Lopes

Esse é o segundo caso, somente este ano, de divergências entre a Polícia Militar e a Ordem dos Advogados do Brasil secção Piauí. O primeiro aconteceu no dia 4 de março, na cidade de Avelino Lopes, quando o aspirante Miguel Raimundo Batista Júnior deu voz de prisão, algemou e conduziu o advogado Antônio Rômulo da Silva Granja à Delegacia de Corrente, no Sul do Piauí, onde foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência, sendo em seguida liberado o advogado.

Caso de União

O segundo caso é o da cidade de União, que teria começado no dia 17 de março deste ano, quando o advogado Gleyson Viana de Carvalho foi ao Comando de Policiamento Ostensivo do Município e, segundo a OAB, foi tratado com hostilidade pelo Capitão Luz, que teria se negado a entregar o auto de apreensão do veículo de sua cliente.

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Capitão PM Miguel Luz

“Após uma discussão, o Capitão Luz deu voz de prisão ao advogado e chamou os policiais presentes, também representados pela OAB-PI, para algemá-lo e conduzir o causídico para uma sala do quartel. Lá Gleyson de Carvalho afirma ter permanecido por duas horas incomunicável e solicitando que fosse informado a um advogado para presenciar a ilegalidade da prisão, o que também lhe foi negado”, afirma a nota pública pela Ordem.

Caso de Santa Filomena

Há ainda um possível terceiro caso, que aconteceu no município de Santa Filomena, também no Sul do Piauí. O fato foi citado, sem detalhes, pelo coronel Carlos Augusto, porém a OAB desconhece que tenha havido algum problema no município.

O coronel Carlos Augusto completa ainda, que apesar das denuncias, não há divergências entre os órgãos. Ele afirma que mantém diálogos constantes com o presidente da Ordem dos Advogados do Piauí, Chico Lucas e que a Corregedoria está atenta às solicitações. Com informações do Portal AZ.

 





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