José de Freitas/PI,  18 de novembro de 2019
 
21 de outubro de 2019 Informações da Postagem: Por Luís Silva Imprimir Postagem

Avião cai em Belo Horizonte e deixa ao menos três mortos

Um avião de pequeno porte caiu sobre carros em uma rua do bairro Caiçara, em Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (21). O local da queda fica nas proximidades do aeroporto Carlos Prates. Até o momento, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou três mortos e três feridos no acidente aéreo.

Segundo o coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho, subcomandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o avião tinha quatro ocupantes. Entre os três mortos, um deles seria ocupante do avião, outro estava em um veículo atingido e outro era, provavelmente, um pedestre. Os três sobreviventes, segundo Botelho, possivelmente estavam dentro da aeronave.

A aeronave era um Cirrus modelo 20, que teria vindo de outra cidade e partido do aeroporto Carlos Prates com destino a Ilhéus (BA), a 1.135 km de Belo Horizonte, segundo plano de voo repassado pela Infraero (estatal que controla os aeroportos brasileiros).

O aeroporto fica a 7 km do centro da capital mineira e é usado especialmente para escolas de aviação, aviação desportiva, construção de aeronaves e aeronaves de pequeno porte. Com início das atividades em 1944, segundo o site da prefeitura de Belo Horizonte, o Carlos Prates foi criado para atender ao Aeroclube do Estado de Minas Gerais, voltado para formação de quadros da aviação civil e da militar.

Gratidão por estar viva
A advogada Zélia Paiva, 68, estava na cozinha de casa, preparando o café da manhã quando ouviu um estrondo. Ela começou procurar a chave para sair de casa, onde estavam ainda o marido e a secretaria do lar. “Sensação é de gratidão a Deus por estar viva, e triste pelas pessoas que perderam a vida. Tem que ser feito um estudo amplo sobre [essa situação], porque o aeroporto é no meio das casas”, diz ela.

Zélia contou que já teve medo com o acidente que ocorreu na mesma rua, em abril. Ela ficou sem energia elétrica por dois dias. Os moradores começaram a organizar um grupo de WhatsApp após o acidente para cobrar providências, mas ela não conseguiu entrar porque lotou.

A professora Dardânia Oliveira, 32, estava no terceiro andar da academia onde dá aulas quando viu o paraquedas do avião abrindo e ele se aproximando. O carro dela, um Etios, que estava estacionado em frente ao prédio, foi um dos queimados pelas chamas. “Se tivesse chegado fogo no prédio, poderia ter matado todo mundo. Porque o piso é todo de borracha”, conta ela. “Perdi tudo que estava no carro, documentos, notebook e mercadorias que meus pais vendem”.

Uma aluna dela, que estava descendo de um Logan, do outro lado da rua, no momento da queda, conseguiu escapar pela porta do passageiro. Ela foi para o hospital em estado de choque. Em abril deste ano, outro avião de pequeno porte caiu no mesmo bairro. A aeronave ficou destruída pelo fogo e, segundo os bombeiros, foi encontrado um corpo, carbonizado.

O bairro Caiçara é um polo comercial da capital mineira, conhecido pelo Espigão (apelido do alto Edifício Jardim Caiçara) e pelo Shopping Del Rey.

Fonte: FolhaPress


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