José de Freitas/PI,  20 de julho de 2019
 
3 de julho de 2019 Informações da Postagem: Por Luís Silva Imprimir Postagem

Brasil elimina a Argentina e vai à final da Copa América

Só Jesus na causa! O camisa 9 da seleção brasileira, enfim, voltou a mostrar toda a personalidade e categoria do início da carreira e decidiu o clássico contra a Argentina na noite desta terça-feira (2). Graças a um gol e a uma assistência de Gabriel Jesus, o Brasil venceu os rivais por 2 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte, e está de volta a uma final de Copa América depois de três campanhas fracassadas. A última decisão havia sido em 2007, ano também do último título canarinho no torneio. Com informações do Uol.

A final está marcada para as 17h de domingo, no Maracanã, no Rio de Janeiro. O adversário sai da disputa entre Chile e Peru, que se enfrentam amanhã, às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A decisão do terceiro lugar será no sábado, às 16h, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Fernando Dantas/Gazeta Press 

O placar foi inaugurado aos 18 minutos do primeiro tempo, em uma linda trama ofensiva protagonizada por Daniel Alves, um dos melhores da noite, com assistência de Roberto Firmino para Gabriel Jesus desencantar na Copa América. Jesus ainda apareceu para decidir na etapa final, com arrancada e passe para Firmino ampliar aos 25 do segundo tempo. No fim, houve tempo para a torcida se deliciar com gritos de olé, mesmo diante de toda a dificuldade encontrada ao longo da partida.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Quem foi bem: Gabriel Jesus 

O cara da partida. A dedicação mostrada durante todo o jogo foi impressionante. Batalhou e ajudou Daniel Alves a marcar pela direita – coisas que já faz há tempos, até na Copa do Mundo discreta que fez no ano passado. Mas hoje Jesus também brilhou como um atacante de peso. Completou para o gol a bela jogada de Dani Alves e Firmino no primeiro tempo e construiu todo o gol de Firmino no segundo. No fim, extenuado, foi trocado pelo volante Allan.

Pedro Ugarte/AFP

Quem foi mal: 

Everton e Arthur Cebolinha tinha tudo para brilhar diante do pior setor argentino na competição – Lionel Scaloni precisou improvisar o zagueiro Juan Foyth na lateral direita -, mas mal conseguiu pegar na bola. Arthur até participou mais, só que muito distante do ritmo do jogo. Parecia não entender o peso do clássico e ainda errou muitos passes.

Messi acorda após gol de Jesus, mas para em Alisson

 O astro argentino se despede de mais uma competição oficial sem conseguir triunfar pela seleção argentina. Messi só acordou em campo no Mineirão após o gol de Jesus e, é justo apontar, foi o maior responsável pela melhora do time de Scaloni. O camisa 10 arrancava mesmo marcado por dois ou três brasileiros e tentava de todas as formas deixar os companheiros na cara do gol. Quando foi sozinho, acertou a trave em chute pela esquerda e parou em linda defesa de Alisson em cobrança de falta.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Atuação do Brasil

 Um time que só pela segunda vez nesta Copa América foi agredido – o Peru tentou atacar mais na primeira fase e saiu goleado por 5 a 0. A seleção novamente soube atuar diante dessa pressão, desta vez contra jogadores muito melhores. O que faltou apenas foi um pouco mais de incisão para contra-atacar e aliviar um pouco o abafa que Messi e companhia tentaram aplicar.

Fernando Dantas/Gazeta Press 

Atuação da Argentina 

A Argentina, enfim, se portou como uma grande seleção e à altura dos jogadores importantes que tem. Foram quase três vezes mais finalizações que o Brasil, um domínio territorial na maior parte do tempo, mas uma dificuldade imensa de fazer jogadas combinadas e tabelas. O nervosismo também pesou após os brasileiros marcarem o segundo gol.

Cronologia do jogo

 Algo recorrente nesta Copa América, o ímpeto brasileiro no início do jogo foi impressionante. Muita força e intensidade para abafar os argentinos, levando a melhor em divididas e tentando revidar os lances mais bruscos com habilidade. Foi assim que o placar foi aberto aos 18 minutos.

Philippe Coutinho havia acabado de discutir com Leandro Paredes por um choque no meio de campo e descontou no rival com uma bela caneta. A bola sobrou para Daniel Alves, que deu chapéu em Marcos Acuña, tocou para um lado e olhou para o outro, encontrando Roberto Firmino. O centroavante mandou de primeira e Gabriel Jesus deslocou Franco Armani para marcar pela primeira vez na Copa América – no ciclo da Copa do Mundo de 2022, porém, é o artilheiro da seleção com sete gols.

Fernando Dantas/Gazeta Press 

A partir daí, a Argentina passou a se impor. Lionel Messi acordou e a marcação subiu, sufocando a saída de bola do Brasil. Casemiro parecia nervoso demais, reclamando com o árbitro e com adversários. Arthur, por outro lado, estava apático. Isso foi vital para a reação argentina, que seguiu melhor na volta do intervalo e chegou a acertar a trave com Messi, aos 12 minutos.

Alisson precisou trabalhar em falta de Messi, agarrada com extrema segurança, deixando a torcida empolgada. Pouco tempo depois, aos 25 minutos, Jesus voltou a aparecer com estrela. Arrancou pela esquerda, ganhou na sorte de Germán Pezzella, na força de Nicolás Otamendi e na habilidade de Paredes, que ficou caído. Ainda teve a calma para rolar e deixar Firmino livre para marcar.

Fernando Dantas/Gazeta Press 

FICHA TÉCNICA: BRASIL 2X0 ARGENTINA

 Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

 Data/Hora: 2 de julho de 2019, às 21h30

 Árbitro: Roddy Zambrano (Equador) 

Assistentes: Christian Lescano e Byron Romero (ambos do Equador) 

VAR: Leodán González (Uruguai) 

Público: 52.235 pagantes/3.712 não pagantes

Renda: R$ 18.744.445,00 

Cartões amarelos: Daniel Alves e Allan (Brasil); Nico Tagliafico, Marcos Acuña, Juan Foyth, Lautaro Martínez, Lionel Scaloni (Argentina) 

Gols: Gabriel Jesus aos 18 minutos do primeiro tempo e Roberto Firmino aos 25 minutos do segundo tempo (Brasil).

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos (Miranda), Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Gabriel Jesus (Allan), Everton (Willian) e Roberto Firmino. Técnico: Tite.

ARGENTINA: Franco Armani, Juan Foyth, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi e Nico Tagliafico (Paulo Dybala); Leandro Paredes, Rodrigo de Paul (Giovani Lo Celso) e Marcos Acuña (Ángel Di María); Lionel Messi, Sergio Agüero e Lautaro Martínez. Técnico: Lionel Scaloni.

Fernando Dantas/Gazeta Press 

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