José de Freitas/PI,  17 de setembro de 2019
 
18 de abril de 2019 Informações da Postagem: Por Luís Silva Imprimir Postagem

Menor autor de incêndio em escola no Piauí disse estar ‘zoando’ sobre cometer chacina

A Polícia Civil de Picos concluiu nessa quarta-feira (17/04) o inquérito policial do caso do incêndio provocado por dois menores à Escola Municipal Dorinha Xavier, no bairro Morada Nova, o qual aconteceu no dia 02 de abril. As informações são do portal Cidades na Net. 

Segundo o delegado Jônatas Brasil, todas as testemunhas foram ouvidas, inclusive os dois menores. Agora o inquérito segue para o Ministério Público, que decide que penalidade os dois adolescentes vão levar.

“Ouvimos a diretora, ouvimos o vigia, os vizinhos que presenciaram os adolescentes no local. Ouvimos também os adolescentes e o próximo passo é encaminhar o procedimento para o Ministério Público”, disse ele.

Questionado sobre os boatos que saíram sobre o garoto ter a intenção de cometer uma chacina em uma escola de Picos, o delegado Jônatas falou que o adolescente, em depoimento, comentou que faria isso, mas por “zoação”, por brincadeira.

“Sobre o menino, ele disse que falou isso para três pessoas, mas, segundo ele, falou apenas para, segundo o linguajar dele, “zoação”. Ele disse que não é algo que teria em mente como uma possibilidade concreta, real. Isso era algo que não se concretizaria. Que falou apenas em tom de brincadeira”, relatou.

Jônatas Brasil comentou ainda que a menina de 10 anos de idade alegou ter participado do episódio, mas que, a princípio, não sabia do que se tratava. Ela disse que seguiu o garoto apenas por curiosidade pelo que ele tinha pra lhe mostrar.

“O que ela alega é que foi convidada pelo rapaz para ir à escola, pois ele ia mostrar algo para ela. Ela disse não saber o que era e ficou curiosa. Foi, então, com ele e lá ele começou a jogar um líquido sobre os livros na sala da diretora. Ela alega ainda, e não é verossímil essa informação, que não sabia do que se tratava. Segundo ela, aquele era apenas um líquido para deixar o ambiente cheiroso. Logo em seguida ele teria ateado fogo e não a deixou se retirar do local enquanto o fogo não se alastrasse. Contudo, em razão do horário, é uma versão estranha. Eles foram ao local sem autorização, arrombaram portas. Enfim, a versão dela não é verossímil, não passa credibilidade”, disse o delegado.

O relatório já foi encaminhado para o Ministério Público, a fim de que ele tome as medidas necessárias. Para o delegado, pode ser que haja uma representação pela internação dos menores.


Fonte: Cidades na Net


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